17.4.06

Lá estou eu outra vez a chatear-vos com a conversa da música

Olá a família, espero que estejam todos bem. Como foram essas páscoas?
Quem foi ao Seixal e quem não foi? A minha Avó eu sei que foi, e gostou (ela adora ver a família JF a reunir-se lá em casa). Infelizmente este foi o primeiro ano que passei a Páscoa longe da minha família, por motivos profissionais; é que tive alguns concertos com a minha banda, os "The Room 74", esta semana e fim-de-semana. Um deles foi na 4ª-feira, no "Frágil" e foi um concerto muito bom, com pouca assistência, mas muito activa... E adivinhem lá quem é que estava entre o público... Nada mais nada menos que Pedro Ayres Magalhães e Rodrigo Leão (fundadores dos Madredeus); ambos adoraram o concerto, nas palavras deles próprios, e o eu vos queria partilhar, é que, e isto não é para gabar-me mas sim porque foi muito especial para mim, o Pedro Ayres Magalhães teceu-me um ilogio como guitarrista que eu até fiquei com as pernas a tremer.
Na 6ª-feira foi a festa de lançamento do 2º single do albúm dos Room, que é a nossa pequena homenagem aos INXS, que se chama "Need You Tonight". A festa aconteceu no Buddha Lx (antigo Salsa Latina, nas docas de St Amaro); Tocámos só 5 temas, só para "animar a malta".
No sábado, fomos tocar à "Tertúlia Castelense" que fica na Maia, perto do Porto, onde dei o meu primeiro autógrafo a um casal de irmãos que adoraram o concerto.
E foi assim a minha semana de Páscoa, com tristeza por estar longe de vocês, mas com alegrias profissionais.
Beijos e abraços para todos
BJeF (o meu nome artístico) lol

12.4.06

Vi este texto acerca do Avô feito pelo Tio David e resolvi partilhar convosco:


HOMENAGEM A MANUEL EUGÉNIO FERNANDES


Nasceu no Seixal ( concelho do Porto Moniz), em 1906,no seio de uma familia modesta, ainda Portugal era uma monarquia.
Frequentou a escola onde concluiu a terceira classe, como de resto, era costume na época. Mais tarde, fez a quarta classe quando tal se tornou obrigatório para as novas gerações, e Manuel Eugénio nunca queria ficar em desvantagem.Logo na escola se distinguiu pela sua inteligência, capacidade de trabalho invulgar e uma ansia permanente de saber mais, que o acompanhou o resto da sua longa vida, criando uma enorme auto estima permanente.
Cedo começou a trabalhar e se abriu ao mundo. Aos doze anos já vinha ao Funchal tratar de assuntos comerciais do seu pai, que era um modestissimo comerciante analfabeto. Ao tempo, como se sabe, a palavra acessibilidades, ainda nem sequer fazia parte da linguagem. Assim, a viagem á cidade fazia-se a pé atravessando as serras da nossa ilha.Naturalmente, Manuel Eugénio possuidor de uma intuição rara e habilidade para estabelecer e cultivar relações dedica-se ás actividades comerciais. Porém, complementa-as com a sua paixão pela produção de vinho generoso da Madeira que, ao longo de muitas decadas foi beneficiando, utilizando o método tradicional do canteiro, passando a sua adega a ser uma referência no Norte da Madeira.Também aprendeu música e tocava orgão nas cerimónias religiosas em várias paróquias da ilha, o que o obrigava a deslocações frequentes, apesar das dificuldades de comunicação; contudo, esta actividade proporcionava-lhe um prazer enorme pelas oportunidades de convivio que trazia com gentes de outras freguesias e com elementos do clero.
Desempenhou as funções de Administrador do concelho do Porto Moniz, na decada de 1940, quando ainda não havia estrada automóvel, dando o seu contributo para a vida colectiva.
Casou-se com Maria das Dores Vasconcelos Jardim, em1932, uma jovem que viria a desempenhar uma acção notável na educação orientada para os valores da enorme prol que constituiram ( uma vez mais se verificou a máxima « por detrás de um grande homem….»).
Do casamento nasceram catorze filhos dos quais sobreviveram doze.
Sem dúvida, foram circunstancias referidas acima que marcaram e determinaram a vida, de verdadeira excepção, de Manuel Eugénio.
Na época e naquele local isolado a sobrevivência estava fatalmente ligada á agricultura, pelo que o único valor económico era o da terra.Nesse contexto, sobressai a sua capacidade de visualizar o futuro apercebendo-se que o valor passaria a estar nas pessoas e, por conseguinte, no saber.
Decide, então, investir tudo na educação dos filhos. Remando contra ventos e marés, utiliza toda a sua energia e sua enorme dedicação ao trabalho na prossecução desse seu ideal.
E, desta forma, deu um contributo notável á sociedade onde sempre esteve inserido.Contributo que foi, aliás, reconhecido pelo Presidente da República Mário Soares ao atribuir-lhe a Comenda de Mérito Industrial e Agricola.
Quis Deus que a sua vida fosse longa e proficua e assim pudesse disfrutar dos resultados dos objectivos que, com enorme tenacidade, foi construindo.
Deixou-nos no dia 18 de Setembro de 2003. Ficará para sempre a memória da sua personalidade ímpar, do seu espirito rigoroso e determinado que servirão de exemplo aos que tiveram o privilégio de o conhecer e áqueles que têm a obrigação de o perpetuar.



Funchal, 29 de Setembro de 2003-09-30

10.4.06

De Volta!

Olá Famelga,
antes de mais queria louvar o post da Maria, (que só vi hoje, pois estou regressando de terras andorrenhas!). Confesso que me emocionei ao ler o post, por ser uma data com um simbolismo especial, dei por mim a pensar e a reviver momentos passados, muitos!
Era e continuará a ser um grande Homem! Orgulhoso dos seus e dos seus feitos, com um leve toque de vaidade pelo clã que criou, é um prazer tentar manter o nível de orgulho que o Avô tinha nos seus! Sinto-me honrando por ser neto de quem sou e pelos valores que nos transmitiu, sinto-me agradecido por ter uma referencia lutadora como é o Avô mas acima de tudo sinto-me Feliz por ter nascido no seio de uma família grande, forte e unida como ele sempre quis manter!
Sei que este amor, felicidade e prazer das nossas reuniões só pode ser compreendido por um JF daí a obrigação em perpetuar para as gerações futuras e cativar todos aqueles que são acolhidos na nossa casa! Eu tive o privilegio de conviver com o Avô, mas sei que a geração mais nova não, é obrigação dos pais transmitir o sentimento que nos une para que um dia alguém com a mesma alegria com que nos encontramos no Seixal alguém diga, esta é a casa do meu tetra-tetra-tetra Avô e ele era um grande Homem!

5.4.06

Rock in Rio 2006


Olá família, long time no see. Cá estou eu de volta ao blog. Espero que estejam todos bem, porque eu estou :)
Devem estar a perguntar o porquê do título deste post... Pois é, EU VOU TOCAR NO ROCK IN RIO 2006 com os The Room 74 no dia 26 de Maio. É logo no primeiro dia e vamos ser a primeira banda a tocar no Rock in Rio no Hot Stage (vejam a programação em http://rockinrio-lisboa.sapo.pt/programacao.html?lang=pt), bem sem que é cedo, às 16:30h mas Rock in Rio é Rock in Rio ;)
Para quem ainda não conhece o som já podem comprá-lo (sim porque vocês não podem compactuar com a pirataria) on-line na loja do iTunes, quem não tem o programa pode fazer o download grátis em http://www.apple.com/itunes/download/ e depois é só procurar na loja pelos The Room 74 ou pelo álbum Metrosexual.
Beijos e abraços musicais.

4.4.06


Não queria deixar passar esta data em branco, penso que hoje todos pensámos no Avô, que hoje faria 100 anos! Era um objectivo que ele muito gostaria de ter cumprido, se não lhe foi possível, é porque está com certeza num lugar melhor, e ainda "connosco". Deixou-nos um verdadeiro legado: uma família unida, uma cumplicidade marcante, um convívio que muitas poucas famílias (especialmente as grandes) têm hoje em dia. Sei que o Avô ia gostar de ver que mantemos vivo (ainda que com esta ajudinha das inovações tecnológicas) tudo o que ele nos ensinou a ser...

Parabéns, Avô!