Alou, alou
Fala agora a mais velha (bisneta!). Depois do sempre maravilhoso natal passado com a família, chega o trabalho da mais recente (e por enquanto única) frequentadora de Liceu. Para mim esta mudança foi brusca. É uma diferença enorme na transição de 3º cíclo para o secundário. Cargas horárias devastadoras, muito trabalho e exames à mistura. Odeio Geologia e espero gostar de Biologia (um período e meio a dar Geologia quando se quer ir para medicina. Não entendo). Gosto de físico-química e matemática. Não gosto de português e de inglês porque não se faz nada de novo. Estou a tentar gostar de Filosofia, embora às vezes me interrogue porquê que perdemos tempo a nos fazer perguntas que não têem respostas. Mas depois também gosto de divagar pelas mil e uma hipóteses de resposta dessas mesmas perguntas. Depois ainda há o Cambridge. Acho que já me esforcei este ano mais que em 3 anos passados. Espero mesmo conseguir passar. Pensei que ia gostar mais daquele ambiente de liceu do que realmente gosto. Não me posso queixar de que não tenho lá os meus amigos. O problema talvez esteja aí mesmo. Estão lá todos! Nos intervalos não se tem outro tema de conversa a não ser escola. Por isso, estamos sempre à espera da famosa Sexta-Feira, que é o dia que saímos todos a algum lado e nos esquecemos que ela existe. Enfim, a sorte é mesmo pensar que estamos a contribuir para que tenhamos um futuro minimamente decente. Para além de todo o trabalho, encontrei duas formas de me abstrair de tudo o que me rodeia. Duas coisas que adoro fazer desde sempre. As aulas de piano onde tento atingir os meus objectivos e onde relaxo completamente. E a dança com o Marron. Estou a experimentar cha-cha-cha, jaive e samba. Até agora tem sido uma experiência excelente porque adoro aprender coisas novas e gosto de todo o tipo de dança, embora o tipo que eu prefira esteja longe de danças a dois. Já que nesta ilha não há o que eu quero, espero que quando for para Lisboa possa encontrar algo mais parecido com o que eu sonho. Mas está óptimo! Conclusão: Apesar de ser desgastante, o segredo é encontrar nas coisas que gostamos a forma de descontrairmos. Sorrir quando finalmente conseguimos o que queríamos. O piano, a dança e os amigos são essenciais para suportar tudo isto. Sem falar da família que dá os conselhos mais importantes para viver ao máximo e com melhor proveito desta nova etapa da vida.
Beijos,
Carolina
P.s.: O blog: http://carolinajfs.blogspot.com/

1 Comments:
ai vida de estudante! difícil, cruel, como eu te percebo! uma palavra de ânimo: o conhecimento nunca é demasiado, mesmo que sejam coisas aparentemente inúteis para o que se quer fazer da vida. O que não mata, fortalece o carácter! que queiras medicina: hurra, hurra, finalmente! não deixes de pensar nisso até ao fim, mesmo que depois venhas a escolher outras coisa (cof cof), o importante é mesmo ter todas as escolhas possíveis (como se já não fosse difícil o suficiente fazer uma escolha!). Gosto de saber novidades daí, e da mais recente presença jf na nightlife da ilha estou a ver, temos uma importante reputação a manter, até nas novas gerações. já sque vens cá esta semana? em que dia? para combinarmos qualquer coisa! beijinhos maria
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